Secretário de Governo nega criação de nova Empresa Municipal
Ele também abordou pontos da Reforma Administrativa e da Expô 2013


Os primeiros meses de gestão do prefeito Toninho Andrada foram para colocar a casa em ordem. Devido às mazelas e demandas em suspensão, deixadas pela administração passada, o prefeito precisou fazer uma reforma administrativa, e, para isso, editou leis delegadas, que objetivam a modernização da máquina pública. Até o mês de maio, foram editadas 45 novas leis delegadas, devido à amplitude da reforma que precisou ser implementada. As leis anteriores respondem aos exercícios dos governos anteriores.

A fim de informar a população e zelar pela transparência, que é marca do governo atual, o Secretário de Governo, José Augusto de Oliveira Penna Naves, esclareceu algumas questões sobre a Reforma Administrativa, a Empresa Municipal de Gestão do Terminal Rodoviário de Barbacena – ENGETER e o balanço da 46ª Exposição Agropecuária.

“A Lei Delegada nº57/2013 não criou uma nova Empresa Municipal para administrar o Terminal Rodoviário de Barbacena”, afirmou o Secretário Municipal de Governo José Augusto Penna Naves. A Lei apenas mudou a denominação da CENATUR, que é uma Empresa Municipal que tinha a competência de gerir a nossa Rodoviária, e que passou a se chamar Empresa Municipal de Gestão do Terminal Rodoviário de Barbacena – ENGETER, informou o secretário. O Secretário explicou que a decisão de mudar a denominação da CENATUR para ENGETER aconteceu porque todas as outras atribuições da CENATUR como órgão de fomento do turismo de Barbacena foi absorvido pela Agência Municipal de Desenvolvimento – AGIR: “houve apenas uma mudança de nome para adequar a Empresa Municipal à nova realidade, nada mais”, disse.

Penna Naves disse ainda que a Reforma Administrativa para modernizar a administração municipal teve sua “formatação concluída com a edição das últimas Leis Delegadas”. Ele informou que o objetivo da Reforma “foi dar um perfil mais atualizado à máquina pública, para torná-la mais ágil e eficiente”. De acordo com o Secretário, “todos os passos e etapas da Reforma foram bem estudados e obedeceram a critérios técnicos e foram submetidos a cálculos para que as finanças municipais pudessem manter o devido equilíbrio, e é por isso que a gestão do Prefeito Toninho Andrada vem mantendo o pagamento dos servidores em dia, ao contrário da gestão passada”.

Ele disse que a fixação de um total de 340 cargos na Administração Direta e Indireta do município “está em plena sintonia com o porte de Barbacena, que tem 130 mil habitantes e precisa de uma boa equipe para dar conta do recado”, mas ressaltou que “os cargos têm nível salarial baixo, sem exorbitâncias, e são menores que os da gestão anterior”. Ele também destacou que “está havendo uma grande economia nas contratações em relação ao governo anterior, numa redução média de R$ 450 mil mensais, que totalizam uma economia geral de cerca de R$ 5, 4 milhões ao ano, possibilitando a reorganização da máquina municipal sem aumento de despesas com pessoal”.

Indagado sobre a realização da Expô 2013, o Secretário Municipal de Governo demonstrou satisfação com “o grande sucesso do evento, tanto em termos técnicos como em lazer popular”, lembrando que “os shows atraíram uma média de 10 mil pessoas por noite, além de outros milhares que circulavam pelo Parque de Exposição visitando os animais, assistindo aos rodeios e se divertindo nas barracas”, e que “pela primeira vez nos 46 anos de história do evento o Parque abrigou mais de 1.000 animais expostos”. Depois de ter realizado “um bom carnaval”, a Agência de Desenvolvimento (AGIR) “fez um belíssimo trabalho na Expô 2013”, disse Penna Naves.

Ele minimizou as notícias de que a Prefeitura teria gasto R$ 1 milhão na realização do evento, dizendo que “os números definitivos não estão fechados, tudo não passa de especulação”. Mas ele destacou que a AGIR “trabalhou com eficiência na arrecadação” com os shows, barracas, exclusividade na venda de bebidas, estacionamento e outras atividades comerciais durante a festa. Ele também registrou que a Prefeitura teve que fazer investimentos na recuperação do Parque, que estava completamente abandonado pela gestão passada, “e é um investimento que fica para os próximos eventos”, ressaltou.

“Se houve despesa, a Expô 2013 gerou receita também, e os números serão apresentados em breve”, mas o que importa para o governo municipal “é o resgate da Exposição como evento regional e até estadual, com a valorização do nosso produtor e criador rural, a atração de turistas, a ocupação dos hotéis, a circulação de dinheiro no comércio, e a divulgação positiva da cidade para que ela possa ser vista como um bom lugar para se investir, passear e divertir”, disse, o Secretário de Governo, que concluiu “estamos quebrando a apatia e a estagnação do passado, e é isso o que torna a cidade viável economicamente e abre perspectivas para o futuro”.


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