Cidade celebra dia de luta da pessoa com deficiência


Uma manhã pode ser descrita de muitas formas, mas as palavras que representam a manhã da última sexta-feira em Barbacena são: alegria, superação e conscientização. Em comemoração aos Dias Nacional e Municipal da Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Prefeitura, por meio da Secretaria de integração Governamental para a Promoção Humana (SIGA), com o apoio de instituições locais, realizou uma grande passeata no centro da cidade. O objetivo, além de celebrar as datas, foi promover um movimento socioinclusivo na cidade.

Luciana Alves, integrante da Gerência de Apoio ao Deficiente da SIGA, também estava na passeata por vivenciar, diariamente a luta das pessoas com necessidades especiais. Ela é mãe de Jéssica Alves, uma jovem de 22 anos que ficou tetraplégica por complicações durante o parto, e filha de um casal de deficientes auditivos. Para Luciana, a vivência possibilita maior compreensão e respeito às pessoas com deficiência. “É como se as pessoas se colocassem no lugar de um deficiente por alguns momentos. Ajuda no entendimento e gera maior compreensão. E é isso que nós queremos buscar hoje”, destacou a mãe de Jéssica.

A caminhada, que começou na Praça do Rosário, culminou na fonte luminosa, local onde foram realizadas todas as atividades do dia. Apresentação de dança com o APAE Dance, Música com o grupo ‘Mãos que cantam’, apresentação de um grupo de Hip-Hop, e várias outras atividades. Mas o que mais encantou foi a dança da menina Jéssica e sua mãe Luciana. Elas apresentaram a música ‘Um anjo veio me falar’, do grupo Rouge, e emocionou a todos com o exemplo de superação. “Com minha dança eu mostro pra todo mundo que eu sou feliz”, afirmou Jéssica que deixou bem claro que, para ela, deficiência não é obstáculo para nada.

Nely Oliveira Gomes é dona de casa e foi, juntamente com o esposo, acompanhar os dois filhos, que possuem necessidades especiais. “A passeata é importante porque conseguimos mostrar para as pessoas que o deficiente pode ter uma vida normal, interagir com o mundo, estudar e socializar. A inclusão é fundamental para o desenvolvimento de pessoas especiais e já melhorou muito, mas temos muitas batalhas pela frente”, concluiu Nely.

Funcionários e alunos de diversas instituições, escolas e residências terapêuticas participaram da caminhada. Patrícia Ferreira, que é psicóloga da APAE, mencionou a importância da luta pelos direitos das pessoas com deficiência e lembrou os rumores de fechamento da Apae. “Para nós, em especial, esse movimento é muito importante. Essas pessoas precisam de um apoio mais efetivo. Não somos contra que as crianças e adolescentes frequentem as escolas regulares, porém, sabemos que as escolas não estão preparadas com toda a equipe que a Apae tem para receber os alunos”, finalizou Patrícia.

O Gerente de Apoio ao Deficiente, Eduílio de Oliveira, definiu o objetivo da ação: “O que queremos é promover a inserção do deficiente na sociedade. Este foi só o primeiro passo. Vamos formar um cadastro e temos no nosso planejamento diversas ações com essa finalidade”, pontuou Eduílio que é deficiente visual.

Ao final do evento, a Secretária da SIGA, Rita Candian, se disse completa e com energias e forças revigoradas. “É motivo de muito orgulho poder promover esta caminhada e ver os exemplos de vida. Queremos oportunizar a essas pessoas, com histórias maravilhosas, um momento para mostrarem sua superação e conscientizarem a comunidade”, afirmou Rita.


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