Protesto de Prefeitos em Brasília na Câmara Federal
Eles protestavam contra a crise financeira nos municípios e a paralisia do Congresso Nacional

Eles protestavam contra a crise financeira nos municípios e a paralisia do Congresso Nacional
Paulo Ziulkoski e Toninho Andrada lideraram os protesto e foram barrados pela segurança da Câmara Federal

Cerca de mil Prefeitos invadiram o Salão Verde da Câmara dos Deputados no fim da manhã de terça-feira, dia 10, para pedir mais recursos financeiros para os Municípios e criticar a paralisia do Congresso Nacional que há vários meses não coloca em votação projetos de interesse dos Municípios brasileiros. Eles exigiam também uma audiência com o Presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Os Prefeitos estavam reunidos desde cedo no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, quando decidiram ir em passeata até à Câmara Federal. Houve tumulto, empurra-empurra e discussão com os seguranças que tentaram impedir o acesso ao Salão Verde, próximo ao gabinete do Presidente. Os prefeitos gritavam palavras de ordem, como 'prefeitos unidos jamais serão vencidos' e 'não aos deputados', e cantaram o Hino Nacional. Os seguranças não conseguiram impedir o acesso dos Prefeitos na área aumentando o clima de tensão e confronto.

A principal reivindicação deles é a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 39/13, que aumenta a parcela de recursos da União destinada ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios). A PEC aumenta de 23,5% para 25,5% a participação do FPM na distribuição total da arrecadação do governo federal com o Imposto de Renda e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

O Prefeito de Barbacena e Presidente da Associação Mineira de Municípios - AMM, Toninho Andrada, participou do protesto ao lado do Presidente da Confederação nacional de Municípios - CNM, Paulo Ziulkoski, e considerou que “a omissão do Parlamento é grave, porque se o Poder Legislativo fica paralisado e sem capacidade de ação num momento como esse, ele perde  a razão de existir”. Para Toninho, “a crise federativa está chegando ao seu ponto mais tenso e se medidas urgentes não forem tomadas os Prefeitos de todo o Brasil vão radicalizar ainda mais”, alertou.

'Essa manifestação é um retrato da crise profunda que se abate sobre as prefeituras do Brasil. Estamos chegando ao final do ano e os prefeitos sem condições de pagar os seus funcionários', disse Paulo Ziulkoski, Presidente da CNM.  Ziulkoski acrescentou que está programada para o ano que vem uma série de atos com o mesmo objetivo, inclusive com mobilização popular.

Após o tumulto, o  Deputado Henrique Alves se reuniu com os Prefeitos no auditório Nereu Ramos, nas dependências da Câmara dos Deputados, e justificou a paralisia do Parlamento em razão dos pedidos de urgência do Governo Federal a determinados projetos, que tem travado a pauta de votações. Ele comprometeu-se a trabalhar para agilizar a tramitação das propostas de interesse dos municípios.

Na próxima sexta-feira, dia 13, na Assembleia Legislativa em Belo Horizonte, os Prefeitos mineiros farão outro protesto, denominado Dia do Basta, quando irão mais uma vez pressionar pelo aumento de recursos para as cidades. O protesto está sendo convocado pela Associação Mineira de Municípios.


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