Diretoria de Meio Ambiente autoriza corte de árvores


Nesta época do ano, é comum o corte ou a poda de árvores em locais públicos. Os motivos são os temporais e vendavais, típicos do verão, que podem comprometer a estrutura das árvores ou até mesmo provocar a sua queda.

Em Barbacena, o motivo principal da retirada das árvores, todas da espécie Alfeneiro, foi o risco oferecido em virtude do seu estado fitossanitário, indicando a senescência dos indivíduos arbóreos. Dessa forma, a retirada foi feita em caráter especial e preventivo. As legislações nas esferas Federal (Lei 12.651/2012), Estadual (Lei 20.922/2013) e Municipal (Resolução CODEMA 01/2007) regram, além de outros, sobre os procedimentos de intervenção, e conferem ao município autonomia para a supressão de vegetação em perímetro urbano/áreas públicas. No caso citado, há o agravante de risco oferecido à população, pela localização e pelo comprometimento do estado fitossanitário das árvores, o que caracteriza o atendimento pela Defesa Civil, e que tem respaldo nas citadas legislações.

Segundo Romeu Fernandes, engenheiro florestal da Diretoria de Meio Ambiente da AGIR e integrante da Defesa Civil do Município, “o corte de árvores é recomendado quando a árvore está morta, seca, com o sistema radicular exposto ou contaminada. A intenção é agir de forma preventiva e evitar prejuízos ao patrimônio particular ou público”.

Só neste ano, Barbacena teve três casos graves de queda de árvores. No bairro Chácaras Andorinhas, um eucalipto caiu e atingiu uma casa. O mesmo aconteceu no bairro Santa Tereza, mas com um pinheiro. No distrito de Pinheiro Grosso, no viveiro do Instituto Estadual de Floresta, outro pinheiro caiu e atingiu parte do galpão onde são realizados os trabalhos do local. Romeu afirma que os principais problemas na cidade são com as espécies estrangeiras, utilizadas para ornamentação. “As espécies exóticas não se adaptam facilmente ao clima brasileiro. Por isso, quando chega a estação de calor e excesso de umidade os ataques por insetos e fungos, que causam danos a estrutura das árvores, são mais intensos. À primeira vista, não é possível perceber os prejuízos, porque o mal está concentrado na raiz, debaixo da terra, mas quando vem o vendaval, aquela árvore, aparentemente saudável, não tem suporte em seu sistema radicular e acaba caindo, acarretando sérias dificuldades”, disse o representante da Defesa Civil do Município.

Para proceder com o corte ou a poda, uma série de análises são realizadas, a fim de não agir de forma superficial e irresponsável. Antes da decisão final, equipes da Defesa Civil e da Diretoria de Meio Ambiente da AGIR visitam o local e fazem uma vistoria prévia. “Entre os critérios avaliados estão: risco a vida humana, contato com a rede elétrica, alterações em passeios e meio fios, prejuízo ao patrimônio particular ou publico”, destaca Fernandes.

Sobre os questionamentos da população, o engenheiro não hesita: “as manifestações são ótimos indícios. Isso mostra que a população tem consciência da necessidade de preservação das árvores urbanas. Pior seria se omitissem. A atuação da Prefeitura é justificada e totalmente amparada por leis federais, estaduais e municipais. Além disso, é de responsabilidade do município agir preventivamente. O corte só é realizado mediante o parecer de um engenheiro. Se constatada a situação de risco, damos início aos trabalhos. O objetivo é resguardar a integridade de vida e do patrimônio”.

Romeu Fernandes explica ainda que em todos os locais em que são realizados cortes de árvores, são plantadas mudas de espécies nativas, que são mais resistentes. “Não queremos acabar com a arborização urbana, pelo contrário, temos um programa de incentivo ao plantio e doamos mudas. Nosso objetivo é aumentar a área verde do município de forma segura. Não podemos ser omissos e manter uma árvore aparentemente sadia, mas que sua estrutura represente risco de queda. Caso a Prefeitura não aja preventivamente e aconteça um acidente, os cidadãos que requereram a vistoria podem mover ações judiciais contra a administração municipal”, pontuou ele.

Um vendaval ou chuva forte podem não provocar a queda da árvore, mas colocar em risco sua estrutura, alterar seu eixo ou sua inclinação. Por isso, é indicado à população que, caso se observe anormalidades ou se detectado alguns dos sintomas citados, comunique à Diretoria de Meio Ambiente da AGIR pelo telefone (32) 3339-2047 ou na sede, à Praça Conde Prados, s/n – Centro.


Busca de Notícias