“Tirando a Máscara” desfila e faz alegria dos foliões e organizadores


Vários príncipes, princesas, sapos e até bruxas foram destaques do tradicional bloco do Carna BQ 2014, “Tirando a Máscara”. A rua XV de Novembro, no centro da cidade, ficou encantada com o tom de magia e ao mesmo tempo de superação. Conhecido popularmente como Bloco da FHEMIG levou pacientes, famílias, jovens e idosos para festejar e cantar até a Praça dos Andradas.

Para muitos internos é um momento único, pois saem para finalmente “pular o carnaval” e quebrar a rotina de remédios, exames e seções de psiquiatria.

Segundo a organizadora do bloco, Maria Aparecida Umbelino, mais conhecida como Cidinha Umbelino, levar os pacientes para o bloco é ver o brilho nos olhos e sentir a alegria estampada em cada rosto. “Levamos alegria a eles há 17 anos. É uma história de inclusão social, já que foram abandonados. Só assim conseguimos devolver alegria e fazer com que eles se sintam queridos de verdade”, disse ela.

Ela ressalta também que o tema “Deu a louca na História” é bem a cara deles. “Colocamos a imaginação para funcionar e fazer uma mistura em toda estória infantil  que escutamos desde pequenos. Muita Rapunzel, Peter Pan e vários príncipes. Vamos fazer uma loucura em todos os contos de fada”, completou.

O “Tirando a Máscara” foi acompanhado pela bateria do Bloco “Cenário da Alegria” e de acordo com o percursionista Carlos Moreira, o Fiúca, o carnaval fica muito mais animado quando os pacientes da FHEMIG saem. “É um exemplo de vida. Muitos deles passam por cima de medos para saírem e desfilarem. É gratificante fazer parte dessa alegria”, afirmou o percursionista.

Carlos Henrique Dias, técnico de informática, folião presente no evento, disse que achou ótimo fazer dois ambientes para o carnaval. “Lá na Avenida Governador Bias Fortes, ficam mais para os jovens que querem aproveitar. Parabenizo a Prefeitura Municipal por esta iniciativa. Está muito mais tranqüilo e seguro para trazer minhas filhas”.

Com clima de alegria e descontração o compositor do samba enredo do “Tirando a Máscara”, Élcio José Pereira finaliza dizendo “Fiz uma mistura de personagens, por isso essa loucura toda aqui. Muitas pessoas vieram me dizer que minha escrita estava errada. Em vários trechos do samba escrevi História e não Estória. Mas o que acontece aqui, é real e não uma ficção, tem muito realismo, pessoas, enfermeiros, amigos e pacientes, não tem nada de mentira ai. Essa mistura de personagens tem todo sentido para nós, por isso este samba e a grafia estão escritos corretamente”.


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