Destino dos Registros do Caminho Novo serão debatidos em encontro
Evento que reúne historiadores e memorialistas será realizado na cidade de Simão Pereira, em agosto


O destino dos dois Registros remanescentes, situados ao longo do Caminho Novo, que ligava Ouro Preto à antiga capital do Brasil Colônia, Rio de Janeiro, será o tema principal da programação prevista para o Sexto Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, que nesta edição acontecerá na cidade de Simão Pereira, município localizado na fronteira entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O encontro está programado para os dias 28 e 29 de agosto, com uma programação que alternará palestras de pesquisadores convidados e comunicações de temas livres. No domingo, 29, dia do encerramento, estão previstas visitas ao célebre Registro do Paraibuna e ao cemitério da localidade de Rocinha da Negra, um local referencial para a história do Caminho Novo, aberto nos primeiros anos do Século XVIII, visando o escoamento da produção de ouro e diamantes explorados na região central da Capitania de Minas Gerais.

O futuro dos Registros

Na última sexta-feira, dia 22, um grupo de trabalho se reuniu no Museu de Arte Murilo Mendes, em Juiz de Fora, para definir a programação principal do encontro. Segundo o médico e pesquisador de história regional, Luiz Mauro Andrade da Fonseca, como nos anos anteriores o encontro promete trazer pesquisas inéditas sobre temas diversos, mas que têm como pano de fundo sempre o Caminho Novo. “Temos pesquisadores cartógrafos, médicos, genealogistas, estudiosos de literatura e artes que trazem sempre algo novo sobre esta estrada que define parte da ocupação do território mineiro, ao longo de dois séculos”, define o estudioso.

Juntamente com as pesquisadoras Leila Fonseca Barbosa, Nilza Cantoni e o biblioteconomista Rafael Cestaro, foi promovido um encontro entre os gestores municipais de cultura das cidades de Barbacena e Simão Pereira, Edson Brandão e Ronei Alves, respectivamente. Os dois avaliaram um problema em comum: o destino incerto dos prédios históricos onde funcionaram os chamados Registros, postos de fiscalização, onde se fazia o controle de passagem de viajantes e mercadorias que circulavam no Caminho Novo, depois genericamente conhecido com “Estrada Real”.

Segundo Edson Brandão, enquanto o Registro de Barbacena já está em ruínas, o Registro do Paraibuna, em Simão Pereira, apesar de ser uma edificação mais sólida, corre o risco também de desabar. “Ambos são monumentos fundamentais para a história de Minas Gerais e do país e estão se perdendo”.

Para tentar mediar um debate entre as Prefeituras das duas cidades e autoridades estaduais e federais, o Encontro de Pesquisadores vai convidar representantes do Ministério Público, Secretaria de Estado da Cultura e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, para uma audiência pública. “Queremos que as várias instâncias do Poder Público se manifestem, apontem soluções e principalemente que as cidades comprometidas com a preservação dos Registros apresentem propostas de uso desses imóveis, caso eles sejam recuperados”, defende o Prof. Luiz Mauro, mentor do Encontro de Pesquisadores.

Para acompanhar as atividades do Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo basta acessar o blog: http://novocaminhonovo.blogspot.com.br


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