Prefeitura tem déficit de R$ 3 milhões
Crise econômica, corte de R$ 80 bilhões no orçamento federal, atrasos nas liberações de verbas de programas e queda de 40% dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) abalam receitas municipais


No primeiro quadrimestre de 2015, a acentuada queda das receitas municipais provocou um déficit financeiro de R$ 3 milhões. Os dados foram apresentados pelo secretário Municipal de Fazenda, José Francisco Milagres, durante audiência pública na Câmara Municipal na tarde de quinta-feira, dia 11, quando apresentou relatório fiscal do município. Estima-se que no próximo quadrimestre, de maio a agosto, o déficit chegue a R$ 6 milhões. A crise econômica brasileira com a retração do mercado, o aumento dos preços, os cortes efetivados no orçamento pelo governo federal determinados pela presidente Dilma no valor de R$ 80 bilhões, o atraso no repasse de verbas de diversos programas federais e estaduais e a acentuada queda de 40% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) são as principais razões para o desequilíbrio nas contas da Prefeitura.

Diante da gravidade do problema, o prefeito Toninho Andrada promoveu diversas reuniões com sua equipe para avaliar o quadro, e anunciou que para suportar o aperto financeiro provocado pela crise econômica e o atraso na liberação de recursos dos programas federais e estaduais “o governo municipal terá que promover cortes profundos na sua estrutura e usar de muita criatividade para não reduzir serviços à população”. Ele revelou que há programas sociais em andamento que não recebem repasses dos governos federal e estadual há meses, “o que sobrecarrega ainda mais as já combalidas finanças municipais e sufocam a capacidade gerencial do governo”.

Segundo Toninho, as perspectivas para os próximos meses não são boas, “e tudo indica que as quedas nas receitas e os atrasos nos repasses vão continuar, agravando a situação financeira municipal”, e que não está afastada a possibilidade de atrasos nos pagamentos do funcionalismo se as perdas de receitas persistirem no mesmo ritmo.

Para enfrentar a crise, o prefeito anunciará no decorrer da próxima semana um amplo pacote de medidas com extinção e fusão de Secretarias Municipais e órgãos da Administração Indireta, e a suspensão de convênios e de serviços não prioritários. “Temos que moldar o governo e as suas atividades às receitas que chegam até o município, porque a Prefeitura não tem outras possibilidades de arrecadação, e é extremamente dependente dos repasses federais e estaduais que estão dimunuindo ou em atraso”, analisou o secretário de Governo José Francisco Silveira.


Busca de Notícias