Comércio e serviços devem cortar 83 mil vagas
Associação Comercial de Barbacena afirma que município também está sendo afetado pela crise


Crise! Esta virou a palavra de ordem quando o assunto em pauta é a economia do Brasil. E Barbacena também vive os reflexos deste momento nacional. Nesta semana, foi divulgada a notícia de que os dois setores que mais empregam no País não suportaram a pressão da inflação elevada, do aumento dos juros e principalmente da queda na renda e começaram um ajuste rápido em seu contingente de trabalhadores. Comércio e serviços caminham para ter, em 2015, o primeiro corte de vagas formais após mais de 10 anos sustentando o crescimento do mercado de trabalho.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, só o comércio vai fechar mais de 83 mil postos formais de trabalho. “Ser empreendedor neste País é muito difícil”, destacou o presidente da Associação do Comércio e Indústria de Barbacena, Flávio Franco, lembrando que o Município também vai sofrer com a crise econômica: “Barbacena não vai fugir do que está acontecendo em todo País. A crise vai refletir na economia do Município. Os empresários vão ter que se adequar a nova realidade, com redução de gastos, que acontece em etapa, até chegar a demissão de funcionários”.

Ainda de acordo com a CNC, “tanto comércio quanto serviços adiaram por um bom tempo o ajuste no pessoal ocupado. Mas a recuperação cada vez mais distante levou os empresários a uma revisão dos planos. Desde o fim de 2014, o comércio vem enxugando o quadro de funcionários, movimento reforçado mais recentemente pelos outros serviços, que reúnem justamente os segmentos de serviços pessoais, como cabeleireiro e alimentação, mais sensíveis à renda das famílias”.

E os números negativos estão espalhados por todo País. Na cidade do Rio de Janeiro, segundo levantamento divulgado pelo SindiLojas Rio, 1.280 lojas fecharam as portas nos primeiros cinco meses deste ano. Em São Paulo, de acordo com a Fecomércio/SP, 57 mil postos de emprego foram fechados ao longo dos último meses.

As grandes redes também demonstram problemas diante da crise econômica nacional. A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, anunciou que demitiu 4,8 mil pessoas no segundo trimestre deste ano. Já o Grupo Pão de Açúcar, dono das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, informou que dispensou 7 mil trabalhadores entre abril e junho.   


Busca de Notícias