Saúde em alerta contra a hanseníase
Doença tem cura e tratamento é gratuito


Uma das doenças mais antigas na história da medicina, a hanseníase continua preocupando especialistas da área de saúde no Brasil. Na tentativa de controlar a doença, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo campanhas em parceria com Estados e Municípios. Barbacena também está fazendo parte deste trabalho, através da Secretaria Municipal de Saúde e Programas Sociais (Sesaps), com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) prontas para tirar dúvidas e encaminhar o paciente para tratamento caso algum caso seja diagnosticado.

A hanseníase é causada pela bactéria Micobacterium leprae ou Bacilo de Hansen (em homenagem ao médico Amaneur Hansen, que descobriu a doença em 1873). Ela é contagiosa, passando de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para outra. A doença pode atingir crianças, adultos e idosos, desde que tenham contato intenso e prolongado com o bacilo.

A doença é capaz de contaminar pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não desenvolve a doença. De acordo com Ministério da Saúde, aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, sendo incapaz de passar a outras pessoas.

O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários. Já o tratamento e os medicamentos são gratuitos e liberados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hanseníase, em geral, demora de 2 a 5 anos para apresentar seus primeiros sintomas, que podem ser dermatológicos e neurológicos. A doença pode causar incapacidades e deformidades, quando não tratada ou tratada tardiamente.


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