Crise nos municípios: 578 prefeituras interrompem serviços
Cidades mineiras se unem para chamar a atenção do governo federal para as reivindicações municipalistas

Prefeitura de Barbacena participou da manifestação

Um total de 68% das cidades mineiras, entre elas Barbacena, espalhadas por todas as regiões do Estado, aderiu à manifestação desta segunda-feira, dia 24, que conta com o apoio da Associação Mineira de Municípios (AMM). O movimento que tem como slogan “Crise nos municípios: prefeituras de Minas param por você” tem por finalidade pressionar o governo federal para o cumprimento das responsabilidades com o executivo municipal. Falta de atualização dos valores destinados ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), redistribuição da arrecadação de impostos, definição dos repasses pendentes dos convênios entre a União, estado e municípios e revisão do Pacto Federativo, estão entre a pauta municipalista que dá origem ao movimento.

O levantamento do número de prefeituras que participaram da manifestação foi apurado pela AMM, junto às microrregionais do Estado. Vale ressaltar que as prefeituras tiveram liberdade para a manifestação e, portanto, as formas de paralisação variaram de cidade para cidade. Na maioria delas, apenas serviços essenciais foram mantidos em funcionamento, como atendimentos de urgência e emergência na área da saúde.

Adesão ao movimento

Além de Barbacena, cidades com mais de 100 mil habitantes, como Uberaba, Juiz de Fora, Itabira, Itajubá, Divinópolis e Ituiutaba, participaram da manifestação. As pequenas cidades foram as mais efetivas, visto que muitas dependem, exclusivamente, dos repasses do FPM. Para o presidente da AMM e prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, os repasses do governo federal são as maiores fontes de receitas da maioria dos municípios, quando não são a única. 'Esses valores diminuem cada vez mais, forçando os prefeitos a tomarem decisões drásticas para conseguirem atender as demandas da população'.

O movimento supriu as expectativas das microrregionais e da AMM. Segundo o presidente da Associação os dados demonstram a insatisfação quase totalitária das cidades mineiras. “Unimos forças para demonstrar o que está acontecendo com as prefeituras e, em consequência, com os cidadãos. Algumas cidades maiores só não aderiram devido ao grande impacto que seria causado aos habitantes. É um desrespeito à população o que o governo federal tem feito com as cidades”, comentou Antônio Júlio.


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