Museu da Loucura será reinaugurado
A previsão é que o museu será reaberto ao público até o final deste ano

A reunião foi realizada no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena

Em reunião técnica realizada ontem (02/09) no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), foi definido o cronograma de trabalho para a reinauguração do Museu da Loucura fechado para revitalização e ampliação do seu acervo. A previsão é que o museu será reaberto ao público até o final deste ano.

A reunião contou com a presença do subsecretário de Cultura e do gerente do Patrimônio Histórico da Prefeitura de Barbacena, Edson Brandão e Sérgio Ayres, respectivamente, do diretor do CHPB, Wagner Lopes, de membros da Comissão de Restauração do Museu, da Superintendente de Museus, Andrea Matos, da diretora de Ações Museológicas, Ana Werneck e da Assessoria de Comunicação da Fhemig.

Parceria inédita

Resultado da parceria entre a Fhemig e a Fundação Municipal de Cultura de Barbacena (Fundac), o Museu da Loucura congrega, de forma inédita, as áreas da saúde e da cultura. A reestruturação do museu teve início em 2014, com a constituição da Comissão de Restauração. Agora, com o apoio da Superintendência de Museus e Artes Visuais (SUMAV), da Secretaria de Estado de Cultura, busca-se estabelecer as diretrizes para que o museu adquira toda a sua capacidade (inclusive de pesquisa), através de um plano diretor.

O diretor do CHPB, Wander Lopes, afirmou que o momento é crucial para que, com a nova gestão da Fhemig, a temática ganhe nova dimensão. “O Nahas (Jorge Nahas, presidente da Fhemig) é um grande incentivador da modernização do museu”, garantiu o diretor.

Edson Brandão apresentou o projeto da exposição permanente do museu. O projeto trabalha com soluções simples para a exposição do acervo que, embora pequeno, permite vislumbrar o que foi o “manicômio” de Barbacena. “Um museu como esse não pode ser um circo de horrores”, mas ele deve permitir aos visitantes uma ideia da realidade daquele período. “Barbacena é um retrato bem fiel do que aconteceu no Brasil”, pondera o subsecretário que também realizou a pesquisa que norteou o layout do espaço.

Museu social

Ainda de acordo com Edson Brandão, o Museu da Loucura é mais entendido como exposição permanente, mas ele é mais que isso. “Ele tem que ser um museu social”, ressalta. O museu também deverá contar com um centro de documentação. O historiador chamou a atenção para o fato de que, até a criação do museu, não havia a preservação, tampouco a cultura da memória desse importante período da história da psiquiatria brasileira. A SUMAV tem a mesma compreensão e fará o acompanhamento técnico para a implantação plena do museu.

Diversos objetos precisam ser restaurados. “As coisas ficavam muito entulhadas, agora estamos num processo de seleção do material”, explica a enfermeira e membro da Comissão de Restauração do Museu, Roseli Pereira. “A história tem que ser toda contada”, defende a enfermeira. Há muita lacunas quanto à origem de várias peças. Para resolver essa questão é preciso um trabalho de pesquisa vigoroso, porque não há um inventário característico de museu, mas apenas uma relação das peças. Deve-se partir dessa identificação superficial para aprimorar o acervo. “E fundamental estabelecer uma política museológica”, alerta Andrea Matos, superintendente de Museus.


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