Casos de caxumba em Minas, em 2015, já superam o total de 2014
Em Barbacena a situação é muito tranquila, pois o último caso de caxumba notificado na cidade foi em maio do ano passado


O aumento do número de casos de caxumba em Minas Gerais está preocupando as autoridades. Até 9 de setembro, 698 pessoas já haviam contraído a doença no estado. O total de vítimas já supera todo o ano passado, quando foram contabilizados 685 casos da enfermidade. Em Belo Horizonte, a situação é ainda pior. Em 2015, foram 96 notificações, mais que o dobro de 2014, quando as ocorrências somaram 43. O alerta foi ligado na capital mineira, principalmente porque 70% dos infectados são adolescentes entre 11 e 18 anos, o que favorece o contágio.

Em Barbacena a situação é muito tranquila, pois o último caso de caxumba notificado na cidade foi em maio do ano passado. No município, a vacinação contra a doença que faz parte do Cartão de Vacinas, pode ser encontrada nas unidades básicas de saúde. A caxumba, também conhecida como parotidite, geralmente tem sintomas considerados amenos. É caracterizada pelo aumento das glândulas salivares, que provoca um inchaço no rosto. Nos casos graves, pode evoluir para meningite. O contágio ocorre pela saliva e por gotículas, por isso a preocupação das autoridades na proliferação da doença.

Saiba quais são os sintomas e como prevenir a caxumba: pode causar febres, calafrios, dores de cabeça, musculares e a inflamação das glândulas salivares, que pode causar dores nas pessoas ao mastigarem. O inchaço pode ser uni ou bilateral, ou seja, em ou nos dois lados do rosto. Esses sintomas melhoram em alguns dias, mas em alguns pacientes pode haver complicações. O vírus pode cair na corrente sanguínea e causar inflamações nos testículos, em homens, e no ovário, nas mulheres, que pode levar à esterilidade. Eventualmente, também pode atingir o sistema nervoso. O período de transmissão da doença é de nove dias depois dos primeiros sintomas. Por causa disso, o recomendado é que os pacientes fiquem isolados. Como se propaga por meio da saliva e gotículas, os pacientes devem evitar compartilhamento de objetos, como copos e talheres, além de lavar as mãos e evitar aglomerações.


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