Concluída a primeira etapa das obras de recuperação da Fazenda do Registro Velho
A recuperação é minuciosa e contempla uma nova configuração em busca de preservar o máximo possível da arquitetura original

Representantes do Iphan e da Prefeitura de Barbacena foram ao imóvel

Mais uma etapa de recuperação da Fazenda do Registro Velho foi concluída. Na manhã desta quarta-feira (28), os responsáveis pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e representantes da Prefeitura de Barbacena foram até o local para ver de perto as obras e receber o projeto de restauração. Foi entregue ao município o imóvel com a cobertura completa. Porém, a recuperação é minuciosa e contempla uma nova configuração em busca de preservar o máximo possível da arquitetura original, boa parte perdida após duas tentativas frustradas pelo Iphan de proteger o local com coberturas de lona, o monumento tombado em 2008. O trabalho de reconstrução é dividido em duas etapas: na primeira parte, houve a recomposição do telhado e fixação dos pilares de apoio para permitir que o original não se degrade mais.

Em fevereiro deste ano, o prefeito Toninho Andrada assinou Termo de Comodato e de Cessão de Uso por 21 anos com os proprietários da histórica Fazenda do Registro Velho, que, a partir de então, sob o domínio público pode ser recuperada pelo IPHAN em parceria com o município. Foi um passo importante para a recuperação da Fazenda, cujo estado de abandono estava transformando-a em ruínas. A cessão compreende uma área de 1.740 metros quadrados, na qual está localizada a casa-sede da histórica Fazenda, ficando o restante do terreno na posse da família Cordeiro.

A intervenção da Prefeitura foi fundamental para que a Fazenda, muito degradada, ganhasse novos contornos. Até então, era um imóvel particular, tombado pelo Iphan, sem que fosse possível a utilização de recursos públicos. “A Prefeitura entrou em uma negociação com a família proprietária, que nos cedeu uma parte do entorno e a casa em si, e, desta forma, o município pôde colaborar com o Iphan para que a restauração tivesse início. Do contrário, mesmo tendo os recursos, a obra não poderia ser realizada”, disse o prefeito Toninho Andrada.

Os nossos museus, os nossos pontos turísticos e até mesmo a Fazenda do Registro Velho são constantemente procurados por turistas de vários países e estados do Brasil. “Muitas pessoas vem contemplar e conhecer de perto este patrimônio, que chegam em Barbacena e querem saber da história local. Agora, destacou o vice-prefeito, Mário Raimundo.

O secretário chefe da Casa Civil, José Augusto Penna Naves, disse que o município deu um outro passo importante para preservar parte de sua história, enraizada na Fazendo do Registro Velho. 'Hoje subimos mais um degrau rumo à recuperação definitiva desse espaço que é um dos imóveis mais importantes do interior de Minas Gerais. O local foi utilizado no século XVIII para fiscalizar o ouro que circulava pela Estrada Real, sendo posteriormente residência de inconfidente e palco de inúmeros encontros políticos de relevância nacional'

Segundo a Chefe do escritório do Iphan, Vanessa Taveira, “a Prefeitura sempre presente em todas as decisões e planejamentos. Todos os secretários, representantes, conselhos e até mesmo o prefeito foram atenciosos e preocupados com a situação do casarão”.

Novos Rumos

Uma vez reconstruída, a sede da Fazenda do Registro Velho poderá se converter em um espaço de utilidade pública, através de parcerias para ser utilizado como um centro de educação patrimonial e ambiental. A proposta é que o projeto reconte a história da casa erguida no início do século XVIII e reforce a importância histórica e ambiental do Rio das Mortes, que passa perto do local. “É um marco muito relevante, por onde passaram viajantes do Caminho Novo, testemunha de diversos fatos históricos, como o Ciclo do Ouro e a Inconfidência Mineira. Por isso, a reconstrução da casa da fazenda é uma questão de honra para a preservação da memória e identidade de nossa região e Minas Gerais”, explica o arquiteto Sérgio Ayres, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico.

 


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