Barbacena adota novo calendário de vacinação
Serão várias alterações em vários tipos de imunização

As UBS de Barbacena já aderiram as regras

O Calendário Nacional de Vacinação sofrerá alterações. As três doses da vacina contra a paralisia infantil vão ser injetáveis, a partir de agora. Essa é uma das mudanças do calendário de vacinação, anunciadas pelo Ministério da Saúde. A aplicação das vacinas contra meningite, pneumonia e HPV também vão ter alterações.

No caso da meningite, as primeiras doses continuam do mesmo jeito, aos três e cinco meses, mas o reforço, que antes era dado com um ano e três meses, agora deve ser aplicado antes, com um ano.

A vacina contra a paralisia infantil também mudou. A terceira dose, que antes era dada via oral, aos seis meses, passa a ser aplicada com injeção. Agora, as três primeiras doses da vacina são todas injetáveis, aos dois, quatro e seis meses. Depois disso, a “gotinha” vai continuar sendo usada como reforço com a idade de quinze meses, quatro anos e nas campanhas de vacinação.

Mudança também na vacina contra pneumonia, que passa a ter uma dose a menos. Os bebês devem tomar a primeira dose aos dois meses, a segunda aos quatro meses e um reforço só quando completarem um ano.

Para as meninas de nove a 13 anos, a vacina contra o HPV, que previne contra o câncer no colo do útero também perdeu uma dose. Antes, eram três, agora serão apenas duas. A segunda dose será aplicada seis meses depois da primeira.

Outra alteração se refere a vacina contra Hepatite A, que era feita quando a criança completasse um ano e passou para um ano e três meses.

Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Barbacena já adotaram como referência o novo calendário de 2016. Segundo a responsável técnica do Programa Nacional de Imunização (PNI) de Barbacena, Ana Lúcia Santos, mesmo com a redução das doses a proteção será a mesma e que a mudança no calendário não tem nada a ver com custos: 'Toda vez que o Ministério da Saúde muda o calendário, ele é baseado nas evidências científicas, nos trabalhos que são publicados à luz dessas necessidades de mudança. Não há nenhum objetivo de economia no programa e sim garantir a efetividade das ações de imunização”, completou.


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