Em uma semana, casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti disparam em Minas
A previsão da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais é de que aumentem ainda mais nas próximas semanas, já que desde o dia 1º a notificação de infecção por zika passou a ser obrigatória, compulsória e universal


Em apenas uma semana, o Aedes aegypti mostrou toda a força da epidemia esperada para 2016 em Minas Gerais. Além da confirmação de duas mortes por dengue, as primeiras de 2016, as infecções pelos vírus que provocam a dengue, chikungunya, zika e os casos de microcefalia ligados a essa última doença cresceram expressivamente. Em um período de sete dias, os casos prováveis de dengue aumentaram 81% e os de febre zika em investigação mais que dobraram. A previsão da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais é de que esses últimos aumentem ainda mais nas próximas semanas, já que desde o dia 1º a notificação de infecção por zika passou a ser obrigatória, compulsória e universal, como já ocorre para os casos de microcefalia e de gestantes com sintomas.

O verão, e principalmente este período pós-chuva, é a época do ano mais propícia à circulação do vetor e, consequentemente, da transmissão dos vírus. Vários municípios estão vivenciando, agora, um aumento na proliferação do mosquito. Em relação à dengue, já fechamos janeiro com mais registros que o mesmo período em 2013, ano de maior número de casos em Minas. A partir de novembro há um aumento na circulação do Aedes aegypti e ocorre essa progressão de casos nos meses seguintes. Só em abril esse número deve começar a cair, assim como o das outras doenças transmitidas pelo mosquito.

No caso da chikungunya, muitos dos registros suspeitos são da divisa com o Rio de Janeiro. Não há nenhum confirmado. Embora o número de casos em investigação tenha aumentado 171%, a SES- MG ainda aguarda a confirmação de casos de transmissão autóctone, aquela que ocorre no próprio estado. Por enquanto, Minas só tem casos vindos de outros estados. Já em relação à zika, a situação é mais grave: o vírus que provoca a infecção já é transmitido por aqui. Na segunda-feira, a Secretaria Municipal de Juiz de Fora confirmou um caso de zika em uma gestante de 35 anos, mas o registro não entrou para os dados oficias porque o exame foi feito em laboratório particular.

A microcefalia atribuída ao zika vírus também fez mais vítimas. Já são 85 casos notificados, entre bebês com perímetro cefálico menor que 32 cm e gestantes com exantemas, manchas vermelhas que são o principal sintoma da febre zika. São 19 recém-nascidos em investigação, contra oito da semana passada. Já as gestantes em acompanhamento passaram de 16 para 22.


Busca de Notícias