Barbacena comemora o Dia da Vitória
Evento cívico-militar foi presidido pelo Tenente-Brigadeiro Araújo


Em solenidade cívico-militar organizado pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar e a  Prefeitura Municipal, com o apoio da PMMG, do Corpo de Bombeiros e da Associação da FEB foi comemorado o 71º do Aniversário do Término da II Guerra Mundial. O evento que é comemorado em todos os países, teve início com Santa Missa presidida por D. Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana. 

Abaixo apresentamos cobertura fotográfica do evento e transcrevemos as palavras do orador oficial Tenente-Brigadeiro José Magno Resende de Araújo, secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica, que agradeceu em nome dos agraciados com a Medalha do Dia da Vitória “Expedicionário Álvaro Jabur”:

Pronunciamento:

Soldados Fiéis! Bravos Combatentes do Primeiro Grupo de Aviação de Caça da Força Expedicionária Brasileira! Hoje, aqui entre nós, os Senhores: Ary Lopes, João Batista da Silva, João Rodrigues da Costa e Helvécio Miranda. No momento em que a Pátria os chamou, sem desertar de sua missão, com fé inabalável e íntegros na difícil tarefa atribuída, vocês perseveraram na defesa da Bandeira do Brasil, preservando a liberdade da nossa Nação. Convicto, ouso dizer que nossos incomparáveis Pracinhas, verdadeiros heróis, guerreiros, combateram o bom combate. Ofereceram, sem covardia ou fraqueza, o sacrifício da vida, voluntariamente, acreditando na justiça e na paz mundial. Foram brasileiros anônimos, de vários “Brasis”, vindos do morro, do Engenho, das selvas, dos cafezais, da boa terra do coco...

Rostos desconhecidos, nativos das praias sedosas, dos pampas, do seringal, das margens crespas dos rios, dos verdes mares bravios... Todos unidos para, nos campos de batalha da Itália, lutar ombreados aos Aliados a fim de subjugar as Nações do Eixo e repelir seus interesses em violar a soberania de outros países. Dentre os quase trinta mil componentes da Força Expedicionária , a FEB, destaco, hoje, em especial, aquele vindo das montanhas alterosas: o Expedicionário Álvaro Jabur. Da Fazenda da Borda do Campo, da terra de cinco dos Inconfidentes, da Cidade das Rosas. Barbacena Querida, desde a sua origem, seu povo, histórica e comprovadamente, não foge à luta. Seu espirito combativo e sua alma guerreira parece forjar, dia a dia, o caráter e a fibra daqueles que nascem nesta “nobre e leal vila”. Assim como fez com seu dileto filho: Álvaro Jabur. Como um bom mineiro, o Expedicionário barbacenense registrou, de maneira silenciosa, porém, indelével, sua marca no livro perpétuo da história. 

Com clareza da sua missão, altivez e compromisso com a liberdade, juntou-se a tantos outros, no céu, na terra e no mar, que fizeram do seu ofício a sua luta, a sua vida, para que as gerações futuras pudessem ter alvoradas mais calmas, menos barulhentas, sem tiros de canhões e repletas de esperança na nova ordem mundial. “A cobra fumou”...

E, após longos anos de intensas batalhas, sob condições climáticas extremamente adversas, com temperaturas atingindo até vinte graus Celsius abaixo de zero e, quase sempre, com um efetivo numericamente inferior ao do inimigo, em Massarosa, Camaiore, Monte Castello, Montese, entre outras tantas áreas tomadas, os nobres membros da FEB puderam colocar nas suas divisas o “V” de vitória, honrando a Nação e a população brasileira, juntamente com os irmãos de arma da Marinha e da Aeronáutica que, cada um, a sua maneira, “Sentou a Pua”.

Diante do Monumento dos Pracinhas, aqui na Praça Dom Silvério, na data mundialmente celebrada como o Dia da Vitória do maior e mais cruel conflito já registrado pela humanidade, Barbacena tem vários motivos para se orgulhar. Sua população compartilha, jubilosa, esta solenidade cívico-militar em que se perpetua o nome Expedicionário Álvaro Jabur, representando todos aqueles que estiveram, física ou espiritualmente, presentes no horror da Segunda Grande Guerra, sejam eles jovens, idosos, crianças, pais, filhos, mães... Todos, em comum, alimentaram a fé, convencidos de dias vindouros melhores, estivessem vivos ou mortos, após o confronto.

Setenta e um anos decorridos do término do conflito, Barbacena vem, por meio da Prefeitura Municipal, mais uma vez, lembra à sociedade brasileira os atos heroicos dos aguerridos e destemidos combatentes da FEB na Itália, fazendo justiça ao torna-los um pouco menos anônimos na história que, infelizmente, parte da população ainda desconhece. A celebração de datas tão importantes, como a de hoje, ressalta o nosso patriotismo, reafirma os valores e as boas condutas de cidadãos virtuosos e cônscios de seus deveres para com a comunidade barbacenense, para com Minas Gerais e para com o Brasil.

Dessa forma, enalteço a brilhante iniciativa Municipal, bem como do Professor José Augusto Penna Naves, idealizador desta Comenda, no sentido de homenagear aquelas pessoas que, incessantemente, trabalham para o desenvolvimento e manutenção da soberania e independência do nosso país. Gostaria, nesse momento, de retratar a emoção que nos envolve, os distinguidos pela honraria concedia pelo povo de Barbacena, materializada na outorga da Comenda Expedicionário Alvaro Jabur.

Envaidece-nos, o reconhecimento de nossa modesta contribuição para o bem da sociedade barbacenense, do Estado de Minas Gerais e do nosso querido Brasil o que nos compromete, mais ainda, em honrar o nome do Expedicionário Alvaro Jabur, cujo heroísmo e patriotismo inspirou a criação de tão significativa comenda. A todos os barbacenenses, a nossa gratidão. Que o bom Deus nos conceda a coroa da justiça. Que sejamos cidadãos libres e tenhamos força para combater o bom combate. Que sejamos úteis à sociedade e ao nosso País. Que sejamos bons brasileiros, como o foram os Pracinhas que escreveram páginas de glórias com o próprio sangue. Que seja assim. Pela lealdade e respeito aos nossos antecessores. Para o bem dos nossos sucessores Para o bem do Brasil. Muito obrigado a todos pela presença.


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