Barbacena está fora da área de risco para a febre amarela
Todas as Unidades Básicas de Saúde de Barbacena contam com a vacina


Barbacena não faz parte da área de risco para febre amarela em Minas Gerais, garante a Secretaria Municipal de Saúde e Programas Sociais (Sesaps), por meio da Vigilância Epidemiológica. O setor tranquiliza a população e orienta sobre como proceder com a vacinação.  Mesmo com a cidade em área segura, todas as Unidades Básicas de Saúde do município contam com a vacina e estão aplicando a dose conforme a demanda. Ainda assim, é importante que o barbacenense apresente o Cartão de Vacina, para que não incorra em vacinação excessiva e futuros efeitos adversos, comprometendo a saúde.

Com o cartão em posse, será procedida uma análise sobre a situação de cada cidadão. A vacina é indicada para quem tem apenas uma dose registrada em mais de 10 anos e tenha menos de 59 anos. Caso a pessoa já tenha recebido duas doses, não é mais necessário se vacinar: a imunização é definitiva, não há dose de reforço.

Para pessoas com mais de 60 anos e/ou portadoras de doenças de imunossupressão, outras patologias e/ou medicamentos que interferem na imunidade, o médico fará uma avaliação do benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades.

A vacina é contraindicada para gestante, parturientes amamentando crianças de até 6 meses de idade, pessoas alérgicas a ovo, alérgicas a algum componente da vacina, entre outras.

Pessoas que irão viajar para áreas com casos da doença devem-se vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.

Para pessoas sem o Cartão de Vacina, inicia-se a vacinação de acordo com a idade e o Calendário Nacional de Vacinação.

Sobre a febre amarela - A doença é transmitida em áreas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, ela pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em meios urbanos desde 1942. No surto atual, nenhum dos casos confirmados e suspeitos em Minas Gerais são urbanos.

A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano.

Os sintomas da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, podendo ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença. Produzida no Brasil desde 1937, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, sendo constituída por vírus vivos atenuados, apresenta eficácia acima de 95%. É reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, eventos adversos podem ocorrer, como reações locais e sistêmicas, tais como febre, dor local, cefaléia (dor de cabeça), mialgia (dor no corpo), dentre outros. Atenção especial deve ser dada quando, após administração da vacina de febre amarela, a pessoa apresentar dor abdominal intensa.


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