CEM promove capacitação para profissionais sobre Hepatite C


O Centro de Especialidades Multiprofissional (CEM) ofereceu na sexta-feira (9) uma capacitação com o tema Hepatite C, dando continuidade ao processo de aperfeiçoamento e capacitação dos profissionais de Saúde da Atenção Primária, com a presença de diversos profissionais da área.

O infectologista Gustavo Magalhães, professor adjunto da UERJ e Superintendente da Vigilância em Saúde no município do Rio de Janeiro, ministrou a palestra, abordando diversos aspectos relacionados à doença e ao tratamento.

A Hepatite C é uma doença que não tem  vacina e o tratamento tem melhorado ao longo dos anos. Estima-se que, 1 a 1,6%  da população mundial, ou seja, 71 a 115 milhões de habitantes, estão infectados com o vírus e apenas uma pequena parcela foi diagnosticada. Cerca de 400.000 pessoas morrem por ano devido à falência hepática e carcinoma hepatocelulares associados à Hepatite C.

No Brasil, estima-se que há 657 mil pessoas infectadas e apenas 160 mil diagnosticadas. Um fator alarmante é o aumento da mortalidade. Quando diagnosticado precocemente o índice de cura é elevado. Para parar a transmissão é necessário melhorar a cura e o diagnóstico. O Ministério da Saúde lançou o Plano Nacional para Erradicação da Hepatite C até 2030. O sucesso do plano possui, como principais desafios, o diagnóstico e cura.

As pessoas que possuem tatuagem, piercing, receberam transfusão, mantiveram relações sexuais desprotegidas, contato com material perfurocortante não esterilizado e pessoas com de 40 anos devem procurar as UBS ou o CTA mais próximo para testagem. Por ser uma doença de evolução lenta, a testagem deve ser realizada mesmo sem sintomas. O tratamento dura de 12 a 24 semanas e é fornecido pelo SUS.


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